Paciente entra na fila do transplante de fígado após usar remédios do ‘kit covid’


Kit é composto por remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19, como a cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina

[Paciente entra na fila do transplante de fígado após usar remédios do 'kit covid']Foto : Marcelo Casal/Agencia Brasil

Por Adele Robichez

O Hospital das Clínicas da Unicamp revelou o caso de uma pessoa saudável que desenvolveu hepatite medicamentosa após ser diagnosticada com a Covid-19 em dezembro de 2020 e ter utilizado o “kit covid” para se tratar. O paciente entrará para a lista de transplante hepático. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

As biópsias feitas identificaram que a hepatite foi causada por medicamentos e o histórico clínico da pessoa indicava que ela havia feito uso apenas do kit. Ele é composto por remédios sem eficácia comprovada contra o coronavírus, como a cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina.

O conjunto de medicamentos, também conhecido como “tratamento precoce”, é defendido pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) e prescrito por uma quantidade expressiva de médicos, mesmo com estudos que contraindicam o uso por pacientes com o coronavírus e alertas das próprias fabricantes das drogas.

De acordo com a reportagem, médicos relatam que o conjunto de remédios, quando usados em doses inadequadas e contínuas, ou por pessoas com algumas doenças prévias, pode causar efeitos graves como arritmia e hepatite medicamentosa (lesões no fígado, órgão que metaboliza drogas).

Fonte: Metro1